O Imperador
- Ano
- 2025
- Técnica
- acrílica sobre tela
- Dimensões
- 72 × 120 cm
O Imperador surge depois da Força como a passagem entre reconhecer a própria potência e colocá-la em ação. Na obra, ele segura uma grande agulha como um cetro e trabalha sobre um tecido vermelho, conduzindo uma linha que se estende para além de seu próprio corpo. É como se, ponto a ponto, ele construísse a própria narrativa.
A agulha traz a ideia de precisão: é preciso escolher onde atravessar, onde unir, onde continuar. O vermelho, por sua vez, percorre a imagem como um fio que conecta ação, palavra e história. O Imperador é aquele que reconhece que também construímos nossa realidade através daquilo que fazemos e dizemos — e que ter poder é assumir responsabilidade por aquilo que colocamos no mundo.
Para a artista, esse arcano aparece como um chamado a acreditar no próprio poder de realização. Depois de encontrar a força para abrir aquilo que estava guardado, surge agora a possibilidade de fazer algo com o que foi encontrado: tomar a agulha nas mãos e começar a costurar.
O que você deseja construir quando finalmente confia no poder das próprias mãos?
Texto curatorial: Amanda Estima
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