A Lua
- Ano
- 2025
- Técnica
- acrílica sobre tela
- Dimensões
- 72 × 120 cm
A Lua surge quando as certezas da luz solar já não são suficientes e a psique se volta para os reinos internos da penumbra. Na obra, o espelho se abre como passagem para um espaço de sonhos, miragens e reflexos.
A figura em tons dourados atravessa sua superfície e encontra, do outro lado, águas azuis que ocupam o interior do espelho. Ali, mergulha em uma profundidade que não estava à vista, onde o que permanece submerso pode finalmente se apresentar.
Diante do que existe do outro lado, as certezas do mundo desperto começam a perder seus contornos. A Lua se manifesta naquilo que não se deixa apreender completamente: mesmo quando uma parte se revela, outra permanece oculta. Entre o fascínio e o temor, a figura se aproxima do que lhe parece familiar e, ao mesmo tempo, profundamente desconhecido.
E se o outro lado do espelho revelar algo que também pertence a nós, mas que ainda não somos capazes de reconhecer?
Texto curatorial: Amanda Estima
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