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Descricao visual: Imagem da obra ou estudo 11 de Vívian Amorim, integrada ao catálogo acessível.

A Roda da Fortuna

Ano
2026
Técnica
acrílica sobre tela
Dimensões
72 × 120 cm

Entre as vinte e duas obras, esta é uma das poucas em que o movimento da consciência não aparece através de um corpo, mas de um objeto. Três taças acompanham o giro de uma mesma forma: a primeira inteira, a segunda no instante em que se rompe e a terceira reduzida a uma constelação de pedras coloridas.

Aquilo que parecia inteiro se rompe e se espalha em inúmeras partes. A taça deixa de existir como forma, mas sua matéria permanece em movimento, dispersa entre as pedras, à espera de uma nova configuração.

A Roda da Fortuna nos convida a dançar com o movimento circular da existência, a perder o chão quando ela gira, a subir, despencar, deixar que ela desfaça o que parecia seguro e nos arraste consigo. Até que, em outra volta, aquilo que parecia perdido comece a se reunir outra vez, diferente, mas feito da mesma matéria.

Texto curatorial: Amanda Estima

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